MEC defende que crianças com deficiência devem estudar em escolas regulares
No Brasil, o número de meninos e meninas com deficiência que estudam em escolas regulares aumentou em mais de 500%
02/11/2008 • Clipping • Girassolidário (MS)
No Brasil, o número de crianças com deficiências que estudam em escolas regulares aumentou em mais de 500%, passando de 43 mil para 306 mil nos últimos dez anos, de acordo com o Ministério da Educação (MEC). O Ministério defende que a integração com outras crianças ajuda a desenvolver o aluno com deficiência e ainda promove a diversidade nas escolas. “Não há nenhuma restrição para que todos os alunos estejam na mesma escola”, diz a secretária de Educação Especial do MEC, Cláudia Dutra. No entanto, aproximadamente 348 mil crianças e jovens com deficiência ainda estão em escolas especiais. O número de escolas regulares que recebe esses alunos subiu de 6 mil para 62 mil. Em setembro deste ano, o MEC publicou um decreto para tentar pôr fim à polêmica que surgiu quando se intensificaram os debates sobre o tema, há cerca de três anos. O documento permite que o aluno especial seja contado duas vezes no censo oficial da Educação a partir de 2010, o que garante dinheiro em dobro do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). A segunda metade dessa verba pode ser destinada também à escola regular em que o aluno está matriculado, caso ela já tenha a chamada sala de recursos, com equipamentos para atender as crianças fora do horário de aula. Hoje, são 1.200 salas desse tipo financiadas pelo MEC. O dinheiro pode ser destinado ainda a associações, como APAE (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais) ou AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente), que fazem trabalho de apoio à escola.
(Correio do Estado, 02/11/2008)