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Municípios carecem de medidas socioeducativas em meio aberto

Segundo especialista, aplicação no município de origem do adolescente favorece a ressocialização

Adolescentes em conflito com a lei estão vindo de várias partes do estado para Aracaju a fim de cumprir as medidas socioeducativas determinadas pela Justiça. Para agravar a situação, mais da metade dos 111 internos do Centro de Atendimento ao Menor (Cenam) e da Unidade de Internação Provisória (Usip) poderia estar cumprindo a medidas em meio aberto, através da prestação de serviços à comunidade ou da Liberdade Assistida. Isso porque os atos infracionais cometidos por eles são de menor gravidade. A informação é da presidente da Fundação Renascer, Maria José Batista. Ela explica que a execução da medida no município de origem do adolescente favorece a ressocialização, já que proporciona maior contato entre ele, sua família e a comunidade, além de reduzir o número de abrigados nas unidades de internação da capital. Neste sentido, a fundação vem implantando a Gerência de Municipalização da Medida em Meio Aberto em diversas cidades sergipanas, que inclui, entre outras medidas, o co-financiamento das ações. Além de Aracaju, irão municipalizar as medidas socioeducativas as cidades de Barra dos Coqueiros, São Cristóvão, Nossa Senhora das Dores, Estância, Umbaúba, Nossa Senhora do Socorro e Poço Verde.

Ressocialização – Para Maria José, uma das prioridades é a integração familiar. “Os programas e projetos têm um tempo de duração. A família, não. Ela é quem vai recepcionar esses adolescentes. O caminho é também incluir essas famílias nos programas”, afirma a presidente.

Oportunidade de profissionalização – Empresas do ramo de construção civil entraram em parceria com a Fundação Renascer para oferecer aos jovens em privação de liberdade vagas para capacitação profissionalizante, estágio e emprego. Maria José Batista ressalta que estão em curso dois projetos para inserção do jovem no mercado de trabalho, o Mídia Jovem e bolsas para ensino médio, além de cursos profissionalizantes. Segundo Maria José, a meta é que nos próximos dois meses todos os adolescentes em situação de semi-liberdade tenham uma oportunidade de emprego. As empresas que tiverem interesse em oferecer vagas aos adolescentes podem entrar em contato com a Fundação Renascer.

(Jornal da Cidade – SE, p. Cidades B4 – 27 e 28/07)